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Reabilitação ou comercialização de 30 monumentos nacionais?

Maria Ramalho | Público

 

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Consultando a informação disponível sobre o Programa Revive do Turismo de Portugal, verifica-se que este grande conjunto de bens culturais é encarado simplesmente como um qualquer valor imobiliário ou um mero ativo económico, não esquecendo, no entanto, a sua mais-valia (em termos de negócio), do valor histórico subjacente, ou seja, a possibilidade dos investidores contarem, desde logo, com um belo enquadramento cénico. Mas se é impressionante o património que está em jogo, mais impressionante é ver também os números já avançados para este programa que o Estado, através do Turismo de Portugal, pretende lançar – 150 milhões de euros – que vão diretamente para as mãos de privados para que, durante pelo menos 50 anos, se encarreguem da sua gestão. Neste pacote estão monumentos associados a zonas verdes importantes, algumas sensíveis em termos ecológicos, áreas arqueológicas relevantes e diversos conjuntos edificados como o Mosteiro do Lorvão ou o Castelo de Portalegre entregues, por mais de duas gerações, à iniciativa privada (exceto as igrejas), quebrando-se assim o paradigma que os monumentos nacionais com valor identitário devem ser, em primeiro lugar, usufruídos pelos cidadãos em geral.

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