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Relações Bilaterais entre Portugal e EUA – Uma interessante resenha histórica

Bárbara Reis/Público

 

Truman, Kennedy, Ford e Clinton, os Presidentes que perturbaram Portugal

As relações bilaterais Lisboa-Washington atravessam os 240 anos de história dos EUA. Começaram mal, com o Marquês de Pombal furioso. E foram marcadas por quatro momentos.

Os embaixadores americanos em Portugal gostam de lembrar que a assinatura da Declaração de Independência dos EUA, a 4 de Julho de 1776, foi celebrada com vinho da Madeira, muito popular na colónia e o preferido de George Washington.

Há uns dias, Robert Sherman, que hoje deixa o seu posto de embaixador em Lisboa, manteve a tradição e, na festa de despedida, brindou ao “grande país que é Portugal” com um cálice de Madeira. Foi ele, contou aos convidados, quem ofereceu o Madeira bebido para festejar o acordo nuclear do Ocidente com o Irão, assinado há dois anos em Viena. A linhagem portuguesa desta história não acaba aqui. O “mensageiro” da garrafa foi o secretário da Energia norte-americano, Ernest Moniz, um físico nuclear neto de açorianos, e o destinatário foi o secretário de Estado John Kerry, casado com uma portuguesa.

Mas para além de fait-divers e laços familiares, banais num país construído por emigrantes, a nível político Portugal atravessa todos os 240 anos da história dos Estados Unidos.

Desde a desconfiança do Marquês de Pombal, que não gostou de ver as colónias britânicas na América tornarem-se independentes, receando um efeito de contágio ao Brasil — e que decretou logo a 4 de Julho de 1776 a interdição de navios americanos nos portos portugueses, declarando-os piratas —, à actual desvalorização da Base das Lajes, passando pela controversa Cimeira da Guerra, na base das Lajes, na qual George W. Bush, Tony Blair, Durão Barroso e José Maria Aznar anunciaram em 2003 a guerra contra o Iraque, Portugal foi e deixou de ser, alternadamente, uma prioridade na agenda americana.

Hoje, segundo Sherman resumiu ao PÚBLICO, os EUA olham para Portugal como “parceiro de uma aliança estratégica”, na qual os dois Governos estão “empenhados em tornar as já fortes relações bilaterais ainda mais fortes e profundas”.

Mas nem sempre foi assim…

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