Foto: Reuters

Portugal é o país europeu em que mais se morre por causa do frio

Javier Martin / El Pais

 

Com a electricidade mais cara da Europa, as nossas casas são desconfortáveis e geladas, e 20% pagam a tarifa social – ou seja, são de gente que também tem dificuldade em isolar adequadamente a sua casa e aquecê-la. O jornal El País recorda que a média europeia de mortalidade invernal excessiva é de 15%, mas Portugal chega aos 28%.
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Embora atlântico, Portugal é considerado um país mediterrâneo, quente, tórrido no Verão e temperado no Inverno. Assim, a recente vaga de frio resultou, nas suas principais cidades – Lisboa e Porto -, em temperaturas mínimas de dois ou três graus, durante dois dias e à noite; nada de gelo. No entanto, em Portugal morre-se de frio. Com a excepção de Malta, não há nenhum país europeu com maior taxa de mortalidade por esta causa, de acordo com o recente relatório Excess Winter Mortality (EWM).

A média europeia de excesso de mortalidade no inverno é de 15%, no entanto, Portugal atinge os 28%, seguido de longe pela Irlanda e Espanha (21%) e Itália (18%). A primeira conclusão óbvia é que não se morre de frio nos países frios, mas nos de clima mais suave, visto que a essa lista se adicionam Malta (29%) e Chipre (23%).

Se não há frio excessivo na rua, onde morrem os portugueses de frio? Em casa, na sua cama, com meias calçadas e envoltos em cobertores. Quase 24% da população não consegue manter a sua casa quente, de acordo com um estudo recente do Parlamento Europeu sobre a pobreza energética. A média europeia é de 10% e a espanhola, por exemplo, é de 11%.

No inverno passado, 40.000 pessoas morreram em 11 países europeus. Dos 14 países para os quais existem dados disponíveis, Portugal ganha de forma destacada pela má qualidade da habitação. Apenas 6% têm paredes ou tectos isolados, só 3% tem vidros duplos nas janelas, e apenas 2%  do chão é isolado.

O problema não é só a casa. A electricidade é a mais cara da Europa, com a factura sobrecarregada por quase 50% de taxas e taxinhas, como a da televisão pública. Cerca de 700.000 portugueses têm beneficiado da tarifa social de electricidade, com um desconto de 33,8%; isso corresponde a cerca de 20% das famílias em todo o país.

Um tópico habitual de conversa entre os estrangeiros é sobre a recordação que levaram depois de passarem o seu primeiro inverno em Lisboa , lembrando-se de que os lisboetas lhes contavam que não fazia frio na em sua cidade. É verdade, dentro de casa é que se passa frio.

”Aunque atlántico, a Portugal se le considera un país mediterráneo, caliente, tórrido en verano y templado en invierno. Es así, la reciente ola de frío se tradujo en sus principales ciudades, Lisboa y Oporto, en mínimas de dos o tres grados durante dos días y por la noche; nada de heladas. Sin embargo, en Portugal se muere de frío. Con la excepción de Malta, no hay país europeo con mayor mortandad por esta causa, según pone de relieve el reciente Excess Winter Mortality (EWM).

La media europea de mortalidad invernal excesiva se encuentra en un 15%, sin embargo la de Portugal llega al 28%, seguido a distancia por Irlanda y España (21%) e Italia (18%). La primera conclusión obvia es que no se muere de frío en los países fríos sino en los climáticamente más benignos, pues a esa lista se añaden Malta (29%) y Chipre (23%).

Si no hace frío excesivo en la calle, ¿dónde se mueren los portugueses de frío? En su casa, en su cama, con calcetines y envueltos en mantas. El 23,8% de la población no consigue mantener su casa caliente, según un reciente estudio del Parlamento Europeo sobre la pobreza energética. La media europea es del 10% y la española, por ejemplo, del 11%.

El pasado invierno murieron 40.000 personas en 11 países europeos. De entre los 14 países de los que se tienen datos, Portugal gana de forma muy destacada por la mala calidad de la vivienda. Solo el 6% tiene aislados techos o paredes, solo el 3% tiene doble ventana, solo el 2% aislado el suelo.

No solo es la casa, la electricidad es la más cara de Europa pues su factura está recargada casi en un 50% por tasas y tasinhas, como la de la televisión pública. Cerca de 700.000 portugueses se han acogido a la tarifa social de electricidad, con un descuento del 33,8%; eso supone cerca del 20% de los hogares de todo el país.

Un tema de conversación habitual entre extranjeros es sobre la sorpresa que se han llevado al pasar su primer invierno en Lisboa y recordar que los lisboetas les habían afirmado que no hace frío en su ciudad. Es verdad, el frío es en sus casas.”

Original aqui >>

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