Clay Bennett, Chattanooga Times Free Press

Saiba quanto já lhe custou salvar os bancos

Cesaltina Pinto e Clara Teixeira | Visão

 

Caro leitor, a banca deve-lhe 1.389 euros. Desde 2008, os contribuintes portugueses já perderam €14 367,7 milhões a tentar salvar o BPN, o Banif e a Caixa. Mas a fatura ainda pode aumentar. Depende também do que vier a acontecer com o Novo Banco

Caixa Geral de Depósitos, BPN e Banif. São os três bancos onde os contribuintes portugueses estão a perder 14,3 mil milhões de euros (cerca de 8% do PIB), o que dá perto de €1 400 a cada português. Uma verba escrita a vermelho nas contas do deve e haver entre o Estado/contribuinte e estes três bancos. Os únicos onde as contas feitas pela VISÃO e que abrangem o período entre 2008 e finais de 2017, incluindo os aumentos de capital previstos para a CGD indicam perdas para o contribuinte.

Com o BPN, podemos perder €5,4 mil milhões, ou mais. Com o Banif, €3,2 mil milhões. E para quê? As duas marcas desapareceram do mercado e os ativos bons que restaram estão nas mãos dos angolanos do BIC e dos espanhóis do Santander. O BPP também desapareceu mas, contas feitas, o saldo deve ficar perto de zero.

Mas é no banco público que está a maior perda: perto de €5,7 mil milhões. Incluir ou não o dinheiro que o Estado tem metido na CGD e contabilizá-lo como uma perda não é consensual. Para muitos, os aumentos de capital da CGD não podem ser considerados prejuízos, mas sim investimento. Mas a VISÃO optou por fazê-lo, com a ressalva de que, sendo o Estado acionista único, é também dono de um ativo, do qual pode ainda tirar rendimento: através da venda de partes desse ativo (como já aconteceu com os seguros ou a área de saúde), ou recebendo dividendos das ações caso o banco regresse aos lucros, como aconteceu até 2010. Serão contas de subtrair para fazer mais tarde. Nesta equação, a VISÃO deixou de fora o Novo Banco. Porque, neste caso, os €3,9 mil milhões foram disponibilizados pelo Estado em forma de empréstimo ao Fundo de Resolução (FR) e terão de ser devolvidos pelos bancos que dele fazem parte, apesar de terem de pagar uma taxa de juro simbólica e disporem de um prazo alongado para o fazerem. A ver vamos como acaba.

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