O bispo de San Diego, D. Robert McElroy no I Encontro dos Movimentos Populares dos EUA

EUA: Bispos católicos e movimentos sociais contra deportações de Trump

Mauro Lopes | outraspalavras.net

 

Bispos e movimentos populares dos EUA lançaram neste domingo (19) uma convocatória à desobediência civil no país, depois de a agência Associated Press ter divulgado um memorando interno do governo Trump, indicando a mobilização de 100 mil militares da Guarda Nacional para promoverem uma caçada humana e deportação em massa de imigrantes sem documentos. O porta-voz de Trump, Sean Spicer, negou a informação, mas a agência de notícias o documento, assinado pelo secretário de Segurança Interna, John Kelly (Cf. aqui).

Na cidade de Modesto (Califórnia), entre 16 e 19 de Fevereiro, reuniram-se mais de 600 líderes de movimentos americanos, no primeiro encontro regional promovido no âmbito do “3º Encontro Mundial dos Movimentos Populares”, patrocinado pelo Papa Francisco. No documento final, as lideranças sociais e comunitárias apelaram para que “cada comunidade de fé, incluindo todas as paróquias católicas, se declarem ‘santuários’ para as pessoas que estão enfrentando a ameaça da deportação e para aqueles perseguidos por causa da sua religião, raça ou crença”. Trata-se de um apelo à desobediência civil, perante a ameaça do governo Trump , e uma ponte para acolher mexicanos,muçulmanos, negros e pessoas de todo o planeta que moram nos EUA e que estão sob grave risco (leia na íntegra do documento final do encontro aqui).

O Encontro dos Movimentos Populares dos EUA convocou também uma mobilização nacional e internacional, “contra o ódio e os ataques às nossas famílias”, que deverá ter lugar entre 1 e 7 de maio. No documento final, está mencionada a carta do Papa Francisco aos participantes no 3º Encontro Mundial dos Movimentos Populares, criticando o «imperialismo internacional do dinheiro»,  “sistema que causa enormes sofrimentos à família humana, atacando ao mesmo tempo a dignidade das pessoas e nossa Casa Comum, para sustentar a tirania invisível do dinheiro que garante apenas os privilégios de alguns”.

Robert McElroy, bispo de San Diego, fez um duro pronunciamento, criticando as políticas do governo Trump: “Precisamos romper com quem quer tropas nas nossas ruas para deportar os imigrantes ilegais, para separar mães e pais de suas famílias. Precisamos romper com quem retrata os refugiados como inimigos, ao invés de irmãos e irmãs passando por necessidades. Precisamos romper com quem nos treina para enxergar homens, mulheres e crianças muçulmanas como ameaças e não como filhos de Deus. Precisamos romper com quem quer roubar nossa assistência à saúde, principalmente dos pobres. Precisamos romper com quem tiraria até mesmo a assistência nutricional das bocas das crianças”.

Também no domingo, a conferência dos bispos do Estado americano do Novo México divulgou uma nota equiparando a proposta de uso da Guarda Nacional contra os migrantes a uma “declaração de guerra”. Para os bispos, a administração Trump está declarando uma guerra dentro das fronteiras americanas. O Novo México é um dos quatro Estados americanos fronteiriços com o México que poderão ser ocupados pelas tropas (os outros são Califórnia, Arizona e Texas). Mais sete Estados contíguos também estão ameaçados de receber os soldados da Guarda Nacional (Oregon, Nevada, Utah, Colorado, Oklahoma, Arkansas e Louisiana).

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O bispo de San Diego, D. Robert McElroy no I Encontro dos Movimentos Populares dos EUA
O bispo de San Diego, D. Robert McElroy no I Encontro dos Movimentos Populares dos EUA
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