ONU direitos humanos

ONU: Portugal contra a pena de morte

Leonídio Paulo Ferreira | Diário de Notícias

 

Portugal marcou ontem uma fortíssima presença na sessão de abertura da 34.ª reunião da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas. Em Genebra, António Guterres fez uma dura condenação das violações dos direitos humanos, que o atual secretário-geral da ONU considera estarem em crescendo, “uma doença” que se está a espalhar pelo mundo. E Augusto Santos Silva, falando em nome de Portugal (que desempenha uma mandato de três anos nessa importante comissão onusina), apelou à abolição da pena de morte em todo o mundo. O ministro dos Negócios Estrangeiros relembrou que Portugal possui uma autoridade especial nessa matéria, pois foi pioneiro na abolição na Europa em 1867.

“Portugal rejeita todas as motivações e argumentos que tentam justificar a aplicação da pena de morte. Apelamos aos países “retencionistas” para que estabeleçam uma moratória “de facto” como um primeiro passo para a total abolição da pena de morte”, declarou Santos Silva, que fez questão de falar em português, relembrando que se trata de uma língua pujante, com 260 milhões de falantes. Atitude simbólica, mas também de posicionamento para o futuro, pois o português não é uma das línguas oficiais da ONU, apesar de mais global do que o russo ou o árabe.

(…)

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