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Portugal no topo de candidaturas de jovens ao Corpo Europeu de Solidariedade

Joana Gorjão Henriques | Público

 

Quase 2500 jovens portugueses candidataram-se a rede que procura emprego ou voluntariado na área solidária. Itália ocupa o primeiro lugar. Organizações já podem aceder a base de dados com quase 24 mil currículos.

Portugal é o terceiro país na União Europeia com mais candidatos ao Corpo Europeu de Solidariedade (CES), uma espécie de bolsa de encontro entre jovens que querem fazer trabalho social e organizações não-governamentais ou empresas que desenvolvem actividades solidárias.

Até esta quinta-feira tinham-se candidatado 2484 jovens portugueses, segundo dados fornecidos ao PÚBLICO pelo gabinete da Comissão Europeia encarregue da divulgação. Os outros lugares de topo do ranking são ocupados por países do Sul da Europa: em primeiro ficou a Itália, com 4036 inscrições, e em segundo Espanha com 3233.

Desde que o Corpo Europeu de Solidariedade foi lançado há três meses que se inscreveram quase 24 mil jovens entre os 18 e os 30 anos: do total, cerca de dois terços são mulheres e a maioria tem entre 21 e 22 anos, disse a mesma fonte.

O objectivo é ter, até 2020, 100 mil jovens nesta “rede” onde, a partir de agora, organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil, autoridades nacionais, regionais e locais ou empresas sociais podem aceder à base de dados e escolher os candidatos. Jovens, que sejam cidadãos ou residam na União Europeia, inscrevem-se para trabalhar, estagiar ou voluntariar-se em áreas que vão do ambiente à distribuição de alimentos por um período de dois meses a um ano, no seu próprio país ou noutro. A ideia do Corpo Europeu de Solidariedade é dar “resposta a situações difíceis em toda a Europa”, promovendo e reforçando “o valor da solidariedade”.

240 organização portuguesas

As organizações acreditadas para gerir projectos no âmbito do Serviço Voluntário Europeu (SEV) já têm acesso automático à base de dados deste programa: das mais de 5200, cerca de 240 são portuguesas (há desde grupos culturais, como o Teatro da Garagem, a associações religiosas, como o Centro Paroquial de Fornos). Só entidades acreditadas é que podem fazer a busca no sistema. Nesta primeira fase, o Corpo Europeu de Solidariedade, que quer ter o seu próprio financiamento, é financiado por oito programas da União Europeia – como o Erasmus e o Europe for Citizens. As futuras organizações que se juntem podem pedir financiamento através destes fundos, desde que se comprometam com alguns princípios, entre eles assinando a Carta do Corpo Europeu de Solidariedade, onde se enunciam as regras de contrato com os jovens.

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