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Portugueses continuam a emigrar
_A década de 60 nunca mais acaba

Christiana Martins | Expresso

 

Mais de 110 mil portugueses saíram do país em 2015. Reaberta a porta de emigração, o fluxo de partidas não parece pronto a estancar. O Reino Unido é o principal destino e, segundo o último Relatório da Emigração, não há margem para dúvidas: este é um país de “repulsão”.

Em 2013 entre 110 e 120 mil portugueses abandonaram o país. Foi o recorde das partidas, com aeroportos cheios e muitas reportagens sobre o regresso do fluxo de emigração. Ainda não é possível garantir que o movimento estagnou ou diminuiu ligeiramente. Sabe-se apenas que não continuou a crescer e que, em 2015, mais 110 mil pessoas voltaram a sair de Portugal. A constatação do último Relatório da Emigração é, portanto, clara: “Mantém-se em valores da ordem dos observados nos anos 60 e 70 do século XX. Portugal é hoje, de novo, um país de emigração.” O documento foi apresentado na quarta-feira pelo coordenador do Observatório da Emigração, Rui Pena Pires, na presença do ministro dos Negócios Estrangeiros.

Portugal é, em contraste, um dos países com uma percentagem de imigrantes na população residente abaixo da média dos países da União Europeia (8%). Daí a dura conclusão do relatório de que “a conjugação da alta emigração e baixa imigração, em termos acumulados, situa Portugal no conjunto dos países europeus de repulsão”. Acompanhado por Estados como a Lituânia, Roménia, Bulgária e Polónia.

No que toca aos destinos, o país que mais recebeu emigrantes portugueses no último ano foi o Reino Unido, mais de 32 mil pessoas. Seguiram-se, por ordem decrescente, a França, Suíça, Alemanha, Angola, Espanha, Bélgica, Moçambique, Luxemburgo e Brasil.

(…)

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