roboty2015

Os robôs vêm aí e Portugal tem as portas escancaradas

Nuno Aguiar | Jornal de Negócios

 

A robotização parece imparável e o tecido produtivo português é especialmente vulnerável.

Nos anos 30, John Maynard Keynes  escrevia sobre o crescente risco do “desemprego tecnológico”, num texto intitulado “Possibilidades Económicas para os nossos Netos”. Os netos de Keynes não sofreram uma vaga de desemprego em massa provocada pelas máquinas. Mas o medo da robotização está mais vivo do que nunca. Portugal é o país mal vulnerável da Zona Euro.

Alguns números são alarmantes. Um estudo da McKinsey, publicado em Janeiro, antecipava que em menos de 40 anos desaparecerão 1,2 mil milhões de empregos. Quase a população total da China. Quando se olha apenas para a Europa (Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha), o mesmo estudo antecipa que serão automatizados 62 milhões de postos de trabalho até 2055.

Estimativas para Portugal são difíceis de encontrar, mas os cálculos existentes apontam para uma estrutura produtiva especialmente permeável a este fenómeno. Com base num estudo da Universidade de Oxford, o ‘think tank’ Bruegel calculou em 2014 que o risco de computerização em Portugal ascende a 58,9%. Isto é, quase seis em cada dez empregos estão em risco de passarem a ser desempenhados por uma máquina. É o valor mais elevado da Zona Euro e o segundo mais alto da União Europeia (onde a média é 54%), apenas atrás da Roménia. Uma posição explicada pelas baixas qualificações da mão-de-obra portuguesa.

(…)

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